4jun/210

Brasil tem quase 30% da população-alvo vacinada com 1ª dose contra Covid

47,6 milhões dos 160 milhões de brasileiros com perfil vacinável já iniciaram imunização

O Ministério da Saúde celebrou nesta sexta-feira (4) que, com a ajuda da família do Zé Gotinha na campanha de vacinação, a 1ª dose da vacina covid-19 já chegou a 29,8% da população vacinável no Brasil. São 47,6 milhões de brasileiros vacinados com a primeira dose, dos 160 milhões com perfil vacinável no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO).

Entre os vacinados com a primeira dose, 22,7 milhões já receberam a segunda dose do imunizante. O número representa 14,2% da população vacinável no Brasil. Ao todo, o Brasil tem mais de 70,3 milhões de doses aplicadas.

Os dados estão no painel de vacinação do Localiza SUS, plataforma do Ministério da Saúde que apresenta as informações sobre vacinação no Brasil. Nas últimas 24 horas, mais de 1,4 milhão de vacinas foram aplicadas. As informações estão atualizadas até as 8 horas desta sexta-feira (4).

O Brasil atingiu a marca de mais de 100 milhões de doses de vacina Covid-19 distribuídas para estados e Distrito Federal desde janeiro. Nesta semana, foram mais 6,5 milhões de doses enviadas para as unidades da federação.

Do total de doses distribuídas, foram:

• 52 milhões foram da vacina da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz;
• 47,1 milhões da Coronavac/Butantan, e
• 3,5 milhões da vacina da Pfizer/BioNTech.

Mais vacinas

Além da antecipação das 3 milhões de doses da Janssen anunciadas hoje pelo ministro Marcelo Queiroga, a previsão é de que, em junho, o Ministério da Saúde receba dos laboratórios aproximadamente 40 milhões de doses de vacinas Covid-19.

Até agora, maio foi o mês com a maior distribuição desde o início da campanha nacional, com o envio de mais de 33 milhões de doses de imunizantes para todo o País.

O Governo Federal investiu R$ 29,9 bilhões para a compra de vacinas Covid-19. Mais de 600 milhões de doses estão encomendadas para serem entregues até o fim do ano, após acordos fechados com diferentes laboratórios.

Família Gotinha contra a pandemia

Com o lema “o cuidado é de cada um, o benefício é para todos”, no início de maio, o Ministério da Saúde lançou campanha sobre a importância da vacina e de medidas preventivas no combate à pandemia de Covid-19. A campanha apresentou a mulher do personagem, Maria Gotinha, o filho, Zé Gotinha Júnior, e os avós, Dona Gotinha e Seu Gotinha, para mostrar a importância da vacinação e da segunda dose para os brasileiros. (Com informações do Ministério da Saúde). Diário do poder

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4jun/210

Anvisa aprova importação da Sputnik V e Covaxin com regras e quantidades risíveis

Anvisa liberou importação do equivalente a 1% da população e sugeriu que seja avisado que as vacinas não têm autorização de uso emergencial

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta (4) a importação das vacinas Sputnik V (russa) e Covaxin (indiana) em caráter excepcional e com regras e quantidades no mínimo frustrantes.

Por quatro votos a um, a Anvisa liberou a importação do equivalente a apenas 1% da população brasileira e chegou a sugerir que a população seja avisada que as vacinas sequer têm autorização de uso emergencial.

Somados, Ministério da Saúde e governos Estaduais haviam solicitado a aquisição de 75,5 milhões de doses das duas vacinas, sendo 55,5 milhões da Sputnik V e 20 milhões da Covaxin. A Anvisa autorizou apenas 4 milhões da Covaxin e míseras 928 mil da Sputnik V.

Além da quantidade baixa de importação autorizada, a Anvisa deu uma de Pfizer e avisou que será criado um termo de compromisso para que os governadores assinem se responsabilizando, como importadores, por situações decorrentes da aplicação dos imunizantes.

Entre as contraindicações estão a recomendação para que grávidas, soropositivos (HIV), pessoas com doenças crônicas não controladas ou com histórico de anafilaxia não tomem a vacina.

Segundo técnicos da agência, as restrições são mais abrangentes. O gerente-geral de medicamentos, Gustavo Mendes, disse que a vacina “não deverá ser utilizada por pessoas com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula, grávidas, lactantes, menores de 18, mulheres em idade fértil que querem engravidar, enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia”.

Não poderão ser vacinadas com a Sputnik V ou Covaxin quem possui qualquer comorbidade ou que tenha recebido outra vacina de covid, entre outras doenças como hepatites B e C.

De acordo com Mendes, pessoas que fizeram tratamentos de sangue até três meses antes, ou que tenham feito tratamentos com imunossupressores, quimioterapia ou radioterapia não devem ser vacinadas. Diário do poder

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