18set/210

Pastor Omar prepara a mala para desembarcar do MDB

As movimentações partidárias começam a tomar forma nas cidades satélites. Em Brazlândia o líder religioso Pastor Omar Batista vem construindo a sua saída do MDB de forma a não lesionar as relações dele com os caciques da legenda.

A possível saída de Pastor Omar Batista do MDB poderá trazer prejuízos significativos ao presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente, que vem sofrendo abandono em diversas cidades satélites em virtude da pouca atenção que dar a seus aliados mais próximos.

Vale lembrar que pelo menos três legendas desejam contar com Pastor Omar Batista em 2022. Falta agora ele decidir pois Democratas, PROS e PSD observam os passos de Omar.

Redação

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18set/210

Com mais de 400 mil fiéis no Brasil, Convenção CEADDIF se reúne para falar de discipulado

São mais de 4 mil pastores e pastoras, atuando em cerca de 200 ministérios

A Convenção Evangélica das Assembleias de Deus do Distrito Federal – CEADDIF, realizou nos dias 9, 10 e 11 deste mês, na igreja Assembleia de Deus do Gama Oeste – ADGO, na entre quadra 2/4 no Gama Oeste – DF, a 112ª Assembleia Geral Ordinária, sob a presidência do pastor Geovani Neres Leandro da Cruz.

Visando o crescimento da igreja, o tema escolhido para o evento foi: Discipulado, servir, amar e cuidar. Os palestrantes convidados foram os pastores Josué Brandão da Bahia (BA), Jaime Pires do Pará (PA) e Paulo Gonçalves de Rondônia (RO), todos com vasta experiência no assunto. Também ministrou numa das noites o pastor Paulo Nunes do Distrito Federal (DF). O pastor Joab dos Santos, assessor direto da presidência da CGADB participou do evento representando a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

Ligada à Convenção Geral, a CEADDIF existe há quatro décadas em constante avanço. Os números mostram o crescimento da instituição. São mais de 4 mil pastores e pastoras, atuando em cerca de 200 ministérios. São 3,5 mil templos espalhados por vários estados da Federação, abrigando um número de fiéis que chega a 400 mil.

Política

Além de FOMENTAR A COMUNHÃO ATRAVÉS DO VÍNCULO ENTRE pastores e igrejas locais, bem como realizar um expressivo trabalho missionário através de uma Secretaria de Missões, a CEADDIF tem como tradição contribuir para a democracia BRASILEIRA SUGERINDO aos fiéis nos pleitos eleitorais e COOPERANDO para a eleição de nomes expressivos da política no DF e no Goiás. A GRANDEZA E IMPORTÂNCIA DA NOSSA CEADIDF TEM ALCANÇADO, A CADA DIA, MAIS A PERCEPÇÃO DOS NOSSOS GOVERNANTES E PARLAMENTARES DO CENTRO OESTE.

NESTA ÚLTIMA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA (AGO) TIVEMOS A HONRA DA PRESENÇA do Governador do Distrito Federal IBANEIS ROCHA, acompanhado da deputada federal Celina Leão, e do deputado distrital Iolando. Ibaneis reconheceu a importância do trabalho das igrejas para a sociedade e para o governo, destacou seu empenho na regularização das áreas para os templos no DF, e falou da presteza de seu governo em atender as demandas das igrejas: “Tenho determinado que no meu governo todas as demandas das igrejas sejam prontamente atendidas, porque sei da importância do trabalho das igrejas para a sociedade”, afirmou o governador. Em seguida, o pastor Ronaldo Fonseca orou pelos políticos presentes. Fonseca, membro da CEADDIF é também o presidente do Conselho Político da CGADB.

Pastor Joab Santos, representando o presidente da CGADB

Depois de ouvir o Conselho de Assuntos Políticos, presidido pelo pastor Milton Juliano, e com a aprovação do plenário, o presidente, pastor Geovani Neres, PUBLICOU A DECLARAÇÃO de apoio político da CEADDIF para o distrital Iolando Almeida, que está no EXERCÍCIO DO seu primeiro mandato na Câmara Legislativa do DF e TEM A PRETENSÃO DE PLEITEAR a reeleição em 2022. RESTA AINDA a expectativa para quem será o apoio da Convenção para os demais cargos nas eleições do ano que vem.

Crescimento

Já consolidada ao longo dos seus 44 anos de história e em franco crescimento, a CEADDIF encerrou a 112ª AGO mostrando força. O ápice do evento foi a ordenação de novos ministros e ministras para integrarem o santo ministério. Nesta Convenção também foram recebidos dezenas de pastores e pastoras oriundos de outras convenções, entre eles, o pastor Josué Brandão, de Feira de Santana (BA) acompanhado de mais de 60 pastores.

JM NOTÍCIAS

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18set/210

Casal gay realiza fertilização com óvulo doado por parente após mudança em lei

Robert e Gustavo terão gêmeos gerados pela prima de Gustavo, com óvulo da irmã dele. Medida foi possível após nova resolução do CFM

Robert Rosselló e Gustavo CatundaGustavo Moreno/Especial Metrópoles

Casados há 10 anos, os engenheiros civis Robert Rosselló, 31 anos, e Gustavo Catunda, 29, concretizaram um sonho em comum neste ano. Há três meses, eles descobriram que terão gêmeos, que chegarão ao mundo de forma especial. Os primeiros filhos do casal são gerados por Lorenna Resende, 27, prima de Gustavo, com óvulo doado pela irmã dele, Camila Catunda, 20.

Robert e Gustavo são o primeiro casal do Distrito Federal a realizar fertilização in vitro com óvulo doado por uma parente após nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada em junho deste ano. As normas que regulam a utilização das técnicas de reprodução assistida (RA) no Brasil foram atualizadas pelo CFM por meio da Resolução nº 2.294/21, atualizada no Diário Oficial da União (DOU) em 15 de junho deste ano. Ela revoga a Resolução CFM nº 2.168, de 10 de novembro de 2017.

Até então, doadores de gametas ou embriões não poderiam conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. Agora, a resolução deste ano prevê que “os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa, exceto na doação para parentesco de até 4º grau, de um dos receptores (primeiro grau – pais/filhos; segundo grau – avós/irmãos; terceiro grau – tios/sobrinhos; quarto grau – primos), desde que não incorra em consanguinidade”.

A partir de agora, também a cedente temporária do útero deve ter ao menos um filho vivo e pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau. Demais casos estão sujeitos a avaliação e autorização do Conselho Regional de Medicina.

Com a mudança na resolução, Robert e Gustavo conseguiram concretizar a vontade que tinham desde quando começaram a planejar a paternidade. “Desde cedo idealizávamos uma misturinha de nós dois. A ideia que a gente sempre teve era de usar o óvulo da irmã dele, já que eles são bem parecidos, com o meu espermatozoide”, conta Robert.

Entraves

Os dois se conheceram em 2010, na faculdade de engenharia que cursavam, em Brasília. Desde 2011, estão juntos. “A irmã do Gustavo sempre concordou, mas a partir de 2015 que a gente realmente foi atrás de ter filhos”, relata Robert.

“Fomos em uma palestra de uma clínica, que foi inclusive onde a gente fez a fertilização, voltada para o público LGBT. Lá, a gente ficou muito animado, mas tivemos o primeiro baque, porque descobrimos que não podíamos usar óvulos de doadores conhecidos”, pontua Robert. “No Brasil, compra de material biológico também é proibida, então tem que ser doação, e sempre foi obrigatório que fosse anônimo. Então, foi uma frustração ali naquele momento, mas não desanimou a gente de ser pai”, acrescenta Gustavo.

Uma vez que no Brasil a doação de gametas não pode ter caráter lucrativo ou comercial, o casal começou a pesquisar pelas chamadas “barrigas de aluguel” fora do país. Encontraram, porém, outro entrave: “O valor mais barato para casais LGBTs era na Colômbia, 60 mil dólares”, revela Robert.

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Eles, então, optaram pela compra de óvulo de um banco internacional. “A gente estava já quase comprando, falamos com a empresa e a clínica lá de fora. Mas, antes, fizemos uma viagem para o aniversário do Gustavo e, voltando, no dia seguinte iríamos assinar o contrato e comprar”, conta Robert. “Aí, voltando, no aeroporto, à noite, recebemos uma mensagem da nossa advogada falando que a resolução mudou após não sei quantos anos e que agora era permitido o uso do óvulo de um parente de até quarto grau”, completa.

Para o casal, a mudança que proporcionaria a realização do sonho deles “foi um milagre”. “Foi literalmente na véspera de a gente assinar o contrato, que era um valor enorme: R$ 28 mil. Foi muito chocante na nossa cabeça, o maior milagre da minha vida. A gente quis tanto, tentou tanto, minha irmã tentou ajudar a gente de várias formas, a médica, a advogada, e não dava certo. Aí, na véspera de assinar o contrato da compra dos óvulos, muda a resolução. Foi a maior coincidência da vida”, comemora Gustavo.

No dia seguinte, Robert foi até a clínica de reprodução assistida e conseguiu marcar uma consulta para a mesma semana. Rapidamente, deram início ao processo.

Fertilização

Para a fertilização, era necessário que tanto Camila quanto Lorena realizassem exames e procedimentos para a preparação dos organismos das duas. “Tive que fazer uns exames de saúde, fazer a contagem de óvulos para ver quantos tinham e quantos poderiam ser utilizados. Descobrimos que eu tinha 44, e isso é ótimo. Depois, tive que tomar alguns remédios hormonais para estimular os óvulos a crescerem. Tomei primeiro uma injeção e depois tive que tomar uns remédios, umas cápsulas que eram todos os dias, por uma semana. Paralelamente, tomei injeções diariamente, que aplicava em casa mesmo”, narra a estudante Camila Catunda, irmã de Gustavo.

“A cirurgia para retirar os óvulos já foi no centro cirúrgico da clínica. Foram 12 horas sem poder comer nada nem beber água. Mas durou pouco mais de uma hora o processo; depois foi bem tranquilo […] Tiraram alguns óvulos, e desses a gente viu os que estavam ficando maduros, que foram fertilizados”, explica.

De acordo com Robert, médicos previam que todo o processo poderia levar até três meses. Com eles, porém, tudo durou apenas 20 dias. “A Lorena usava anticoncepcional e estava há seis anos sem menstruar. Na hora que tirasse, poderia estar com o endométrio muito grosso, tinha que esperar descamar, eram muitas coisas que poderiam demorar. Mas, na hora que tirou, o endométrio estava fininho, pronto só para deixar na espessura certa. A Camila estava bombando óvulos. O ciclo das duas tinha que estar pareado e as duas estavam pareadas. Era para ser”, afirma.

Após a fertilização, o casal correu com Lorena para fazer exames e tentar confirmar a gravidez. “Foi um turbilhão de emoção e ansiedade. Depois que faz a transferência, tem que esperar nove dias para fazer o exame (de gravidez). Mas a gente comprou vários testes de farmácia para ir fazendo logo”, conta Gustavo, com bom humor.

“Com cinco dias, ela fez um teste e deu positivo. A gente logo foi ao Sabin 24h, para fazer outro exame. Passamos a noite inteira atualizando o site, e em três horas saiu o resultado. Voltamos para a casa da Lorena, abrimos juntos e vimos o positivo. Já mandamos para a médica, todos eufóricos”, completa.

“Eles compraram uma sacola de teste de farmácia. Quando o primeiro deu positivo, a gente já foi fazer o exame de sangue e deu positivo pra caramba”, reforça Lorena.

Para ela, que hoje está grávida de 12 semanas do filho do casal, “é uma emoção única”. “Um sentimento totalmente diferente, de que você se torna capaz de fazer a diferença na vida do outro de uma forma tão marcante. Foi algo que era para ser e não tinha como ser diferente. A gente foi muito agraciado”, celebra a publicitária.

A emoção foi ainda maior quando descobriram que eram gêmeos. “Já foi extremamente eufórico saber da gravidez. Mas o ápice foi saber dos gêmeos”, diz Gustavo.

Robert e Gustavo ainda não sabem o sexo das crianças, mas já compraram roupinhas e pensam na decoração do quarto. Atualmente, eles têm um perfil no Instagram onde compartilham a história e as novas experiências. Veja aqui.

Especialista em reprodução humana, a ginecologista Lorrainy Lopes Rabelo foi a médica que realizou a fertilização. Na análise da profissional, o processo foi “um sucesso”. “Provavelmente eles são o primeiro casal do Brasil, porque a resolução foi publicada em 15 de junho, e no dia 12 de julho a gente já tinha transferido os embriões. E é superdifícil conseguir sincronizar doadores”, comenta.

Lorrainy explica que, antes da resolução de junho deste ano, a doação de gametas tinha que ser anônima, o que impedia Robert e Gustavo de realizarem a fertilização com óvulo de Camila. “Agora, as pessoas podem conhecer a proveniência do material genético, do óvulo (vindo de uma parente de até quarto grau).”

“Foi um caso lindo, do início ao fim, em que tudo convergiu para ser realmente um sucesso”, destaca a médica. “Acho que as pessoas têm que saber que é possível constituir uma família, que é um direito idôneo e fundamental e que cada vez mais a legislação está avançando para permitir isso”, finaliza a médica.

Metropoles

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18set/210

Hermeto tem aprovação recorde em Candangolândia e Bandeirantes

Hermeto chega a 50% de aprovação

Um dado interessante nas pesquisas diz respeito ao Líder do Governo no DF, o deputado João Hermeto (MDB). Dentre todos os distritais, Hermeto foi o único a alcançar um percentual de 50% de aprovação em suas bases. No Núcleo Bandeirante e Candangolândia, suas bases mais fortes, esses percentuais ficaram em 50% e 33,3%, respectivamente. Hermeto é um exemplo de dedicação às suas comunidades e inspirou muitos dos demais 23 deputados da Casa Legislativa.

Opinião Brasília.com

 

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