19set/120

Delator de mensalão do DEM diz que suposto esquema beneficiou Temer

Vice-Presidência da República afirma que versão é 'completamente fantasiosa'. Durval diz que R$ 1 mi era dividido mensalmente entre líderes do PMDB.

 Do G1 DF

Durval Barbosa, delator do suposto esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM, afirmou em depoimento nesta terça-feira (18) durante audiência no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), que o vice-presidente da República, Michel Temer, se beneficiou com dinheiro dividido entre líderes do PMDB para apoiar o governo de José Roberto Arruda no DF.

Por meio de nota à imprensa (veja íntegra da nota abaixo), a Vice-Presidência da República afirmou que a versão divulgada por Durval é “completamente fantasiosa” e que “o vice-presidente repudia com veemência e indignação essas calúnias”.

De acordo com o TJDF, Durval afirmou que Arruda teria dito em reunião da cúpula de governo com cerca de 100 participantes que o apoio do PMDB lhe custou R$ 1 milhão mensalmente.

O delator do mensalão do DEM disse que Arruda chegou a lhe confidenciar que o dinheiro era distribuído por Tadeu Filipelli, atual vice-governador do Distrito Federal, entre outros quatro líderes do PMDB, incluindo Michel Temer. Um dos beneficiados já teria morrido, segundo Durval.

Também por meio de nota, o vice-governador do DF afirmou que “são irresponsáveis e absurdas as declarações” que citam seu nome. Filipelli informou que caberá a sua assessoria jurídica avaliar as medidas cabíveis para o caso. 

Veja nota da Vice-Presidência da República

 "É completamente fantasiosa a versão divulgada hoje pelo depoente Durval Barbosa. O vice-presidente repudia com veemência e indignação essas calúnias. E acrescenta que esse assunto jamais chegou aos seus ouvidos."

Veja nota do vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filipelli

"São irresponsáveis e absurdas as declarações que citam o meu nome, atribuídas ao delator do Escândalo da Caixa de Pandora, Durval Barbosa, em depoimento na tarde desta terça-feira, na Segunda Vara de Fazenda Pública do DF, numa ação da qual não sou parte ou sequer citado.

Creio que o principal objetivo deste elemento, ao referir-se ao meu nome, é valorizar a sua condição de delator e tentar denegrir a minha imagem, sem que consiga apresentar nenhuma prova que sustente o que ele diz a meu respeito.

Com pessoas desse tipo, só trato através da Justiça. Caberá á minha assessoria jurídica avaliar as medidas cabíveis para o caso."