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Entrevista com o deputado Robério Negreiros

Deputado Robério Negreiros Filho é brasiliense, tem 33 anos, casado, e exerce atualmente o mandato parlamentar de Deputado Distrital pelo PMDB/DF  (2012/2015).

- VICE-PRESIDENTE da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ, membro TITULAR da Comissão de Educação, Saúde e Cultura – CESC e Presidente da Comissão de Transporte Público.

1- Qual a principal dificuldade que o senhor encontrou ao tomar posse na Câmara Legislativa?

A política é um ambiente difícil. O Brasil está imerso em uma crise institucional. Esta legislatura tem, porém, o mérito de tentar buscar um caminho diferente que coloque a cenário político local em outro patamar. Tenho orgulho de fazer parte dessa movimentação que quer mudar Brasília e as relações com os poderes.

2- Hoje o transporte público está um verdadeiro caos, qual a previsão da comissão em convidar membros do executivo para discutir os problemas e possíveis soluções para o transporte?

É urgente que possamos trazer membros do Executivo para discutir conosco soluções possíveis para o transporte. Aliás, queremos ouvir todas as partes envolvidas: governo, empresários e usuários. Nossa meta é ajudar o governo a dar soluções definitivas para essa questão que tem sido tratada de forma precária por sucessivos governos. O metrô é caro e ineficiente. O sistema segue sob altíssimos subsídios que fazem do sistema um ralo de dinheiro público. Os ônibus coletivos são pessimamente avaliados e, de fato, os carros são muito antigos, de manutenção precária e os empresários mandam no sistema, em uma inversão total: é o lobo cuidando das galinhas.

3- Os ônibus do transporte público do DF estão velhos e muitos deles sem condições de rodar, pois tem pneus carecas, em alguns veículos chove dentro e falta manutenção, o que pode causar acidentes e mortes...

Essa é uma das constatações da pesquisa que apresentamos, dia 12 de junho, na primeira reunião da Comissão Especial de Transportes. Por isso, pretendemos ir ao TCDF saber o que está emperrando a licitação. O governo não pode ceder a pressão dos empresários que estão acostumados a transformar o DFtrans e o Secretaria de Transportes em um cartório das vontades privadas.

4- O governo do DF, por algum motivo não retira estes veículos incapacitados das ruas. Qual a sua opinião sobre isso?

Sucessivos governos cometeram o erro de ceder as pressões dos empresários. A missão da Comissão é ajudar o governo a manter-se vacinado contra isso. O vice-governador Tadeu Filippelli está decidido a mudar essa história e nós vamos ajudá-lo a transformar o transporte público do DF em um sistema mais digno para a pulação.

5- Nos últimos dias várias pessoas morreram no DF por falta de UTI ou atendimento de emergência nos hospitais, todos sabem que não faltam recursos. O senhor também esta encabeçando o grupo de parlamentares que não irá participar das votações enquanto a situação não se normalizar?

A questão da Saúde é ponto tão sensível que está nas cláusulas pétreas da Constituição. É uma questão de cidadania universalizar com qualidade o acesso ao sistema público de Saúde. Como membro da Comissão de Saúde, estou sugerindo aos meus pares que possamos conhecer experiências que deram certo em outros estados brasileiros. Também pretendo fazer seminários em Brasília que discutam o tema.

No curto prazo, tenho estado com o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, para acompanhar como estão as ações do órgão. Ele tem me garantido que haverão boas notícias até o final do ano. Estou acompanhando de perto e não vou medir esforços para dar soluções eficientes para o atendimento à Saúde das pessoas do DF.

5- Os postos policiais comunitários de segurança recebem muitas criticas da população o senhor teria uma sugestão para que estes espaços fossem melhor aproveitados?

Os postos são uma boa ideia. Não tem um discurso ideológico pequeno: o que é bom, eu elogio, independente da força política que concebeu e implantou a ideia. Os postos levam a polícia para perto da população. É claro que há distorções, mas basta corrigi-las. Por exemplo, os policiais ficam parados dentro dos postos, então, precisamos investir em viaturas e no aumento do efetivo para que ampliar as rondas, inclusive o policiamento ostensivo a pé. Retirar os postos ou criticá-los irresponsavelmente é discurso desnecessário e que não ajuda.

Fonte: Blog do Cafezinho