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GDF realiza o maior mutirão de cirurgias da rede pública

Serão atendidos mais de 16 milpacientes.  Meta é zerar a fila de esperaem diversas especialidades médicas e reduzir em até 70% a demanda por cirurgiascomo a vascular

 Ogovernador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama,Ilza Queiroz, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nestaquinta-feira o programa Saúde Para Todos. Ele realizará um mutirão de 16.632cirurgias, além de consultas de especialidades e exames complementares.

Omutirão não vai alterar o fluxo de atendimento normal dos hospitais. De segundaa sexta-feira, ocorrerá em horários alternativos: entre 18h e 22h, para asconsultas e, entre 19h e 1h nos centros cirúrgicos. Aos sábados e domingos,será o dia todo. O procedimento segue até junho de 2013.

Aexpectativa do governo é zerar a fila de espera em grande parte dasespecialidades com o mutirão, o maior já realizado na rede pública do DF.“Durante muito tempo, a saúde pública ficou sucateada e apenas cirurgias deemergência eram realizadas. Agora tomamos a iniciativa de enfrentar a fila deespera”, destacou Agnelo Queiroz, anunciando que ele fará algumas cirurgias. “Oesforço é de todos os profissionais da rede. Essa é uma forma de  dar uma contribuição.”

Oministro Alexandre Padilha exaltou o empenho da atual gestão do GDF em oferecerà população saúde de qualidade. “O DF conseguiu realizar, em 2011, maiscirurgias do que em 2010, e agora está de parabéns por mais essa iniciativa”,elogiou o ministro.

Cercade 2 mil profissionais estarão mobilizados no mutirão. Ele será realizado emtoda a rede pública, que conta com 12 centros cirúrgicos e 48 salas decirurgias instaladas nos 11 hospitais regionais e no Hospital de Base. Com acriação dos novos turnos de trabalho, haverá um aumento real de 90% na ofertade salas de cirurgia.

Qualidade de vida –Aos 55 anos de idade, Maria Waldez comemorou a iniciativa do mutirão. À esperade uma cirurgia vascular há três anos, a servidora pública conseguiu marcar aoperação para a próxima quinta-feira (6), no Hospital Regional da Asa Norte.“Tenho dores, formigamento e coceira nas pernas, além do risco de desenvolveruma trombose. Agora esse incômodo vai acabar”, disse Maria Waldez.

Paraela, a ação significa melhoria da rede pública de saúde. “À medida que ogoverno realiza os mutirões, as demandas das pessoas são resolvidas e oatendimento nos hospitais fica mais fácil e rápido.”

Deacordo com o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, a estratégia da atual gestãode recuperar o sistema público de saúde possibilitou a realização dos mutirões.“Reconstruímos a rede, contratamos profissionais e investimos em estruturafísica. Quando assumimos, cerca de 30 salas de cirurgia estavam fechadas”,afirmou o secretário, que ressaltou ainda o esforço do GDF para  modernizar os hospitais e recompor o quadrode pessoal.

Parceria – Omutirão é uma ação integrada com o Ministério da Saúde. O investimento totalnas cirurgias será de R$ 34 milhões, dos quais R$ 26,4 milhões do GDF e R$ 7,6milhões do governo federal. Além das especialidades previstas pelo ministério –oftalmologia, urologia, ginecologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cirurgiageral e vascular –, foram incluídas, no DF, a cirurgia de trauma de face: aotodo, 126 pacientes serão beneficiados.

Oministro da Saúde destacou, ainda, ações e investimentos bem-sucedidos do GDF."Dentro do SOS Emergências, iniciado nos principais prontos-socorros dopaís, o DF já alcançou resultados importantes. Entre eles, o aumento de 100% donúmero de macas no Hospital de Base e a reestruturação da unidade”, dissePadilha.

Esforço concentrado – Omutirão será apenas o início de um esforço integrado para regularizar asituação das cirurgias no DF. “Quem vai participar dos mutirões são pacientesque já têm indicação cirúrgica, solicitação de exames, e aguardam na fila. Asdemandas que surgem no dia a dia serão atendidas dentro do sistema normal dohospital, que continuará com as cirurgias marcadas e de emergência”, explicouAgnelo Queiroz.

 “Vamos operar até o último paciente. A partirdaí as pessoas conseguirão operar rapidamente, sem necessidade de espera”,acrescentou o secretário de Saúde. “Este governo está fazendo uma gestão dequalidade em parceria com o Ministério da Saúde”, afirmou o diretor do Hospitalde Base, Julival Ribeiro. Agência Brasilia.