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Saúde do DF está entre as mais avançadas do país

Na celebração do aniversário do Hospital de Base, que completou 52 anos, governador Agnelo Queiroz aponta os progressos na área, que será ainda mais modernizada

 Agência Brasília, 26 de setembro de 2012 – Em comemoração ao aniversário de 52 anos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o governador Agnelo Queiroz e o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, destacaram os avanços conquistados durante esta gestão. As melhorias incluem a ampliação e informatização do HBDF e o crescimento do número de doações e transplantes de órgãos. Até o final do ano, é esperado o primeiro transplante de pulmão no Distrito Federal, e o segundo duplo de rins e pâncreas, todos feitos no Hospital de Base, centro de referência na capital.

No primeiro semestre de 2012, foram realizados 331 transplantes de coração, córnea, rim e fígado no DF, em comparação com 189 procedimentos feitos no mesmo período do ano passado. O aumento se deve à estratégia adotada, que garantiu com investimentos em serviços de capacitação das equipes, em mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e na infraestrutura das emergências.

“Os números mostram a pujança do sistema público de Saúde do Distrito Federal. Nenhum setor falido ou desprivilegiado apresentaria dados assim. Esse é só o começo da recuperação, principalmente para o Hospital de Base, responsável pela maior parte dos transplantes”, declarou o governador Agnelo Queiroz...

Entre os avanços no HBDF, foi celebrada a ampliação para 27 leitos na UTI de neurotrauma, a abertura de oito leitos de UTI coronariana e a instalação de mais um equipamento de hemodinâmica no ambulatório, totalizando duas unidades no hospital. Também foi comemorada a criação dos centros de Trauma, em abril, o Neurocardiovascular, há três meses, e o de Marcação de Consultas de Retorno do HBDF – a centralização resultou em aumento de 45% (cerca de 12 mil) na oferta de consultas.

Excelência – Segundo o secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, quando a gestão teve início no ano passado, o HBDF estava a ponto de ser descredenciado pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) como hospital de ensino. Sem mencionar que o número de transplantes tinha diminuído drasticamente. “Esses números que hoje se apresentam estavam descendo a ladeira. Trabalhamos e o resultado é o de hoje: o DF como excelência em transplante de órgãos, infraestrutura e gestão”, afirmou Barbosa.

A expectativa é que no próximo ano seja iniciada a criação do Centro de Transplante de Medula Óssea e a ampliação tecnológica dos setores de diagnóstico e terapia. Neste ano, haverá a abertura do processo de licitação para importar a tecnologia robótica capaz de fazer cirurgias de forma mais precisa e eficiente. “O HBDF será o primeiro hospital público do país a importar essas tecnologias, se tornando referência nacional”, garantiu o secretário.

Doação – Devido à proximidade do Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado amanhã (27), a coordenadora da Central de Captação de Órgãos, Daniela Salomão, apresentou os dados sobre os procedimentos feitos no DF desde o ano passado. Ela destacou que “80% das doações ocorreram graças ao bom desempenho do Hospital de Base”.

Brasília apresenta atualmente 19,5 doadores por milhão de população, enquanto o país registra 13,6. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 15 doadores por milhão de população em 2015, expectativa que o DF já alcançou em 2010.

Para que os órgãos de uma pessoa falecida sejam doados, é preciso que a família autorize. A decisão deve ser informada aos médicos ou enfermeiros que assistem o paciente com morte encefálica para que possam acionar a Central de Captação de Órgãos, que por sua vez, dará início ao protocolo de doação, incluindo todos os exames necessários por lei para que a doação seja efetivada.

Workshop de simulação robótica – A comemoração do aniversário do HBDF incluiu a realização de um workshop prático de simulação robótica e broncoscopia rígida-flexível. Durante dois dias, cirurgiões do hospital ensinarão a residentes e ao staff médico interessado técnicas de operação guiada por câmeras introduzidas e com braços mecânicos.

A cirurgia robótica, além de oferecer mais segurança para pacientes e cirurgiões, diminui a dor e o desconforto do pós-operatório, como também perdas sanguíneas durante o procedimento e no tempo de permanência no hospital.

Homenagem –Durante a solenidade, o secretário-adjunto de Saúde, Elias Fernando Miziara, fez uma homenagem ao cirurgião Milton Rabelo Filho, ex-diretor do Hospital de Base e falecido em agosto deste ano, aos 79 anos.

A solenidade foi acompanhada por funcionários do Hospital de Base, por ex-diretores, por representantes da área e pelo coordenador-geral do Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde, Éder Muralha Borba.