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A ascensão do deputado federal Pitiman

Luiz Pitiman: um nome em ascensão dentro do PMDB-DF

Wilson Silvestre, Jornal Opção

Por mais paradoxal que pareça, a salvação do PMDB de Tadeu Filippelli, caso seus planos de aliar-se novamente com o rorizismo não vingue, passa pelo novato deputado federal Luiz Pitiman. A ascensão do outrora pupilo de Filippelli está dando um novo fôlego à legenda no DF. “O Pitiman não rivaliza com o Fi­lippelli, mas está construindo um caminho alternativo, caso o PT queira passar a perna na gente”, brinca um fiel peemedebista.

De fato, Pitiman não só vem ocupando espaços generosos nas discussões sobre 2014 como também tem oxigenado o partido. O deputado é hoje o que Filippelli foi nos tempos áureos de Joaquim Roriz. Enquanto o então governador cuidava da gestão e obras, Filippelli articulava com os partidos aliados e mantinha o elo com as lideranças nas cidades administrativas. Pitiman, aos poucos, vem ocupando este “vazio peemedebista”. Talvez ele seja o deputado que mais tem feito para a legenda se fortalecer no DF.

Como presidente da Frente Parlamentar Mista de Gestão Pública, eleva o nome do partido em todas as instâncias da sociedade, interagindo com os mais variados níveis de poder. Na semana passada, por exemplo, ele esteve com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, acompanhado com o presidente em exercício da OAB Nacional, Alberto de Paula Ma­chado, e com o deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO).

Eles discutiram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 209/2012 que visa dar mais agilidade aos processos e melhorar o serviço prestado pelo STJ à sociedade brasileira. Pitiman e a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) são os autores da proposta. “O Pitiman é viciado em trabalho”, conta um empresário amigo. De fato, na quarta-feira, 26, o deputado esteve com mais de mil representantes do Conselho Regional de Ad­mi­nistração. “Nenhum outro integrante da legenda no DF agrega tanta visibilidade e credibilidade à legenda quanto Pitiman”, comenta um aliado.

Claro que o vice-governador tem peso, no entanto, pelos deveres constitucionais, acaba ficando à margem e distante das lideranças nas cidades do DF. É este vazio que Pitiman vem ocupando. Talvez seja por isso que Filippelli não tem esticado muito a corda que mantém Pitiman amarrado ao PMDB. Se arrebentar esta amarra, ambos perdem. Filippelli por ver sua ponta de lança no Congresso buscando outros rumos e Pitiman fustigado pelo fogo amigo. É bom lembrar que o vice-governador ainda detém um grande capital político nacional via vice-presidente da República, Michel Te­mer.

Eles são amigos há muitos anos. Então, ambos procuram cumprir, cada qual em seu quadrado, o que manda os preceitos de urbanidade republicana. Pelo me­nos até meados de 2013 quando o jogo político será um “salve-se quem puder”.