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DF: Aflição e incerteza dos familiares de Fellipe Dourado

Aflição e incerteza dos familiares de Fellipe Dourado Foto: Elio Rizzo

 A aflição da procura, a lembrança do último momento e a incerteza do retorno são só alguns dos sentimentos que acompanham os familiares de uma pessoa desaparecida. De acordo com a  Secretaria de Segurança, apenas  de janeiro a abril deste ano, foram 1.151 registros desta natureza  no Distrito Federal. 

O mistério do desaparecimento do estudante Fellipe Dourado Paiva, de 22 anos, continua. Há quatro dias, família e amigos não têm notícias dele. A cada momento, são feitas novas tentativas  por informações concretas que levem à localização do aluno de educação física. Na tarde de ontem, a irmã dele, Priscila Dourado Paiva, 26 anos; a advogada da família, Patrícia Torres; e colegas de Fellipe prestaram depoimento na 2ª DP (Asa Norte). 

Telefonema

Na manhã de ontem, a família atendeu mais uma das diversas ligações recebidas até o momento. Um morador    da 707/708 Norte disse que entre a madrugada e o início da manhã de sábado um jovem gritou pedindo socorro próximo ao seu prédio. No entanto, não se sabe se essa pessoa era Fellipe.

Após ter conhecimento do fato, policiais da 2ª DP estiveram no edifício e coletaram as imagens do circuito de câmeras que podem ter flagrado o   jovem, mas até o fechamento desta edição, Fellipe ainda não havia sido localizado.

Alunos de educação física do UniCeub, onde ele estava antes de desaparecer, também foram procurados pela família. Os parentes também queriam saber se alguém avistou o estudante no Colégio Militar de Brasília (CMB) na manhã de sexta-feira, para onde ele teria ido. 

“Passei em todas as salas das turmas de educação física, mas ninguém se manifestou de ter visto o Fellipe durante as palestras de esporte e saúde. Estamos contando com a divulgação das fotos dele como meio de conseguir encontrá-lo, pois ele saiu sem celular e não tinha nem cartão de crédito”, explica Priscila, irmã do jovem.  

A bancária ressalta que Fellipe foi deixado de carro pelo pai para o primeiro dia de aula no UniCEUB na sexta-feira, por volta das 7h50. Ele voltaria para a casa, no Guará, de ônibus. O jovem aparece em uma das imagens  saindo do local às 8h10. “A minha mãe ainda perguntou se ele queria algum dinheiro além da passagem, mas o Fellipe disse que não precisava, pois almoçaria em casa. Só que ele não voltou mais”, aponta. 

Família pensa em várias possibilidades 

Embora tenha esperanças de encontrar Fellipe dentro das próximas horas, a família imagina que algo grave possa estar acontecendo. “Ele toma remédio controlado, mas, além disso, Fellipe pode estar impedido de alguma forma de manter contato com a família. Ele pode estar transtornado ou ter sido vítima de algum mal. Passa tudo pela nossa cabeça”, explica a irmã. 

Abalada, a mãe dele, Marília Dourado,   48 anos, destaca as características do filho. “Ele é muito quieto e tímido. Fellipe é saudável,  é atleta, pratica esportes e luta. Algo de muito grave está acontecendo, pois nunca deixou de se comunicar com a família”, aponta. 

O delegado-chefe da 2ª DP (Asa Norte), Rodrigo Bonach, esclarece que desde sábado equipes de investigação estão em diligências nas buscas pelo jovem. A polícia ainda não descarta nenhuma possibilidade. O UniCeub tem colaborado com as investigações.

Motivos que levam o sumiço  

Dos 1.151 casos de desaparecimento registrados no DF, 383 continuavam sem solução até maio, segundo o último levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Pública. 

Segundo a pasta, grande parte das pessoas desaparecidas são crianças e adolescentes que fugiram de casa por conflitos familiares, violência doméstica, uso de drogas ou ainda perda por descuido dos pais. Entre os adultos, o sumiço geralmente está ligado ao uso de drogas ou a hospedagem na casa de namorados ou amigos. As informações são do clicabrasília. 

Da Redação

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