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Agente federal morto em cemitério acumulava inimigos e dívidas

Agente federal morto em cemitério acumulava inimigos e dívidas Investigadores das polícias Civil e Federal trabalham com pelo menos quatro hipóteses para a execução do agente da PF morto no Campo da Esperança. Além de participar ativamente de apurações perigosas, ele passava por problemas financeiros.

Técnicos fazem a perícia no local do crime: tiros provocaram traumatismo craniano (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Técnicos fazem a perícia no local do crime: tiros provocaram traumatismo craniano

Um dia após Wilton Tapajós Macêdo ser assassinado com dois tiros no Cemitério Campo da Esperança, as polícias Civil e Federal abriram mais uma frente de investigação em um caso que pode ser de difícil solução tendo em vista as várias possibilidades para o crime.

A morte do agente da PF de 54 anos na tarde da última terça-feira (17/7) ainda é um mistério, mas os investigadores consideram as hipóteses de vingança, de queima de arquivo e, agora, até de acerto de contas, que poderia ser por causa de cobrança de dívidas.

A possibilidade de latrocínio (roubo com morte) está praticamente descartada, pois os bandidos não levaram a arma nem o dinheiro que o policial carregava. “Trabalhamos com diferentes linhas de investigação, mas, por enquanto, não dá para se falar em suspeitos”, disse o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, às 20h15 de ontem.  

Há evidências de que Wilton, morto enquanto visitava o jazigo dos pais na Quadra 605 do Setor C, sentia-se ameaçado. Recentemente, ele registrou um boletim de ocorrência dando conta de que estaria sendo perseguido.

Na tentativa de assustar o suposto oponente, o agente chegou a atirar para o alto. O fato ocorreu em frente a um shopping da cidade. Para os investigadores do caso, há indícios de que ele poderia ser alvo de cobradores. A ex-mulher Marli Neves, 48 anos, confirmou que o ex-marido estava intimidado. “Ele fez um boletim de ocorrência relatando ameaça de morte por agora”, afirmou Marli.

Fonte: Correio Braziliense