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Ao custo de R$ 4,5 mi, GDF anuncia mutirão para fazer 12 mil ressonâncias

Cinco clínicas particulares realizarão exames a um custo de R$ 370 cada. Secretário anunciou também compra de três equipamentos de ressonância.

Rafaela Céo Do G1 DF

 O secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, anunciou nesta quinta-feira (8) a realização de mutirão de exames de ressonância magnética na rede pública. De acordo com a pasta, 12.221 pessoas aguardam atualmente para fazer esse exame.

A expectativa da Secretaria de Saúde é de que a fila de espera seja zerada em até seis meses. Cinco clínicas particulares serão contratadas para fazer o procedimento a um custo de R$ 370 por exame – quase 50% a mais que o valor pago pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

O valor total do mutirão será de mais de R$ 4,5 milhões, montante que daria para comprar quase duas máquinas de ressonância, estimadas entre R$ 2 e R$ 2,5 milhões.

Segundo a assessoria da secretaria, o convênio com as clínicas já está assinado e os exames devem começar a ser feitos até a próxima segunda-feira (12). Para Rafael Barbosa, a extensa fila de espera se explica pelo crescimento da demanda. “Cada vez mais, a ressonância faz parte dos meios de diagnóstico de preferência da classe médica”, disse.

Enceradeira está presa em máquina de ressonância do Hospital de Base de Brasília (Foto: Divulgação)Barbosa também informou que o processo de compra de três máquinas de ressonância está próximo do fim. A licitação para aquisição dos equipamentos, afirmou, deve ser concluída até o fim do ano. Eles devem ser instalados nos hospitais de Base, Taguatinga e Sobradinho.

A rede pública de saúde do Distrito Federal conta três máquinas de ressonância, que realizam exames capazes de descobrir lesões e tumores. Duas, porém, estão quebradas: a do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e a da Hospital de Base.

A única que está prestando atendimento ao público é a do Instituto de Cardiologia do DF (ICDF), que funciona no Hospital das Forças Armadas (HFA).

A assessoria da Secretaria de Saúde explicou que apenas as emergências estão utilizando a ressonância do ICDF. Casos eletivos e de diagnósticos estão indo direto para a fila de espera.

Máquina do HBB Rafael Barbosa contou nesta quinta que o equipamento de ressonância do Hospital de Base, danificado há mais de um mês depois de sugar uma enceradeira, deve voltar a funcionar na próxima semana. Técnicos avaliaram a máquina e verificaram que o dano causado não foi grande.