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Brasília avança na disputa para sediar Fórum Mundial da Água

Capital federal representa Brasil na competição com a Dinamarca; anúncio oficial da cidade escolhida será em março de 2014 agua1

  Helton Oliveira, da Agência Brasília  

A posição geográfica de Brasília, os recentes investimentos em mobilidade urbana e os eventos internacionais previstos para os próximos anos foram apresentados hoje aos inspetores do Conselho Mundial da Água como diferenciais da capital federal, que compete para sediar o 8º Fórum Mundial da Água, em 2018. 

"Brasília reúne todas as condições para esse grande evento internacional", declarou o governador Agnelo Queiroz aos membros do comitê, Ken Reid (Estados Unidos), Masato Toyana (Japão), Danielle Gaillard-Picher (França) e Haluk Buyukbas (Turquia), durante encontro no gabinete da ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira. 

"O Fórum das Águas em Brasília servirá para colocar esse tema na nossa pauta, tanto em Brasília quanto no Brasil. É evidente que um país que tem uma reserva como a nossa precisa se preocupar com essa questão da utilização racional e permanente das águas", acrescentou o chefe do Executivo local. 

O evento, que tem como principal objetivo encontrar soluções para o aproveitamento racional e sustentável da água no planeta, é realizado a cada três anos, e, na última edição, em 2012, reuniu 35 mil pessoas de 147 países em Marshelha, na França. 

A sétima edição está prevista para 2015 na Cidade de Daegu, na Coreia do Sul, com a presença de pesquisadores, docentes, especialistas, governantes e autoridades..... 

Para 2018, Brasília representa o Brasil e compete com a Dinamarca, que ainda passará pela visita técnica do mesmo Comitê de Avaliação, cuja decisão final sobre a cidade escolhida sairá em março de 2014. 

"Os representantes brasileiros no Conselho, que são mais de 33, escolheram Brasília como a cidade mais apta para receber o evento", enfatizou confiante o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas do DF (Adasa), Vinícius Benevides. 

"Brasília não é só o centro do governo, é também de onde se busca um novo Brasil. Para o DF, poder liderar essa interlocução (sobre o uso racional da água) seria um legado excepcional", destacou a ministra Izabella Teixeira. 

O Conselho Mundial da Água, presidido pelo brasileiro Benedito Braga, tem ao todo 370 membros de 65 países diferentes, dos quais 33 são do Brasil. 

Também participaram da apresentação de Brasília aos inspetores do Conselho Mundial de Água o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, os secretários de Meio Ambiente, Eduardo Brandão, e de Turismo, Luís Otávio Neves, e ainda o presidente da Agencia Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.