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Caso Eliza Samudio completa dois anos sem previsão de julgamento

O desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, completa dois anos neste fim de semana. Além do jogador, há sete réus no processo, que acumula 44 volumes e um amontoado de páginas. O documento já tem 500 folhas guardadas na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e tende a crescer até a conclusão do caso. Segundo a Justiça Mineira, não há data para o júri popular.

Eliza teve um relacionamento com o atleta e dizia que o filho dela era do goleiro. A Polícia Civil acredita que, a mando de Bruno, a modelo foi morta em junho de 2010. O corpo ainda não foi encontrado.

Bruno e mais dois réus estão presos em Minas Gerais. O goleiro, que vivia um dos melhores momentos da carreira jogando pelo Flamengo, foi detido em julho de 2010 sob acusação de homicídio.

O amigo dele, Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido, segundo a polícia, como Bola, também aguardam o processo atrás das grades. O quarto acusado diretamente por homicídio é Sérgio Rosa Sales, que responde em liberdade.

“Nenhum juiz tem coragem de soltar porque a pressão midiática e da sociedade é muito grande”, diz o jurista e criminalista Luiz Flávio Gomes ao G1.

Sequestro e morte
Para a polícia, Eliza foi sequestrada com o filho no Rio de Janeiro antes de ser morta em Minas Gerais no dia 9 de junho. De acordo com o inquérito, funcionários e amigos de Bruno, a ex-mulher e outra ex-namorada estiveram contato com a modelo e com o bebê.

Os advogados de defesa negam a autoria dos crimes imputados pela polícia, denunciados pelo Ministério Público Estadual e pronunciados pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues Lopes, presidente do I Tribunal do Júri de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A decisão de levar a júri popular foi confirmada em segunda instância em agosto do ano passado. Apesar de apelações, a decisão está mantida integralmente.

Um pedido de liberdade para o goleiro feito pelo advogado Rui Pimenta aguarda análise do Supremo Tribunal Federal (STF) atualmente. Enquanto houver negativa do pedido, ele segue preso, pois foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado e lesão corporal contra Eliza.Informações do Correio da Bahia