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CPI do Cachoeira teve mais da metade dos depoentes calados, mostra balanço

Camila Campanerut -- O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), fez nesta quarta-feira (18) um balanço dos trabalhos realizados no primeiro semestre pela comissão que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.

Instalada em 25 de abril, a CPI realizou até ontem –último dia antes do recesso parlamentar– 21 reuniões, das quais  14 foram destinadas a ouvir testemunhas do caso. Das 24 pessoas chamadas, apenas nove falaram, duas deram depoimentos considerados parciais e outras 13 não se manifestaram perante a comissão.

Com relação aos requerimentos –que vão desde pedidos de quebra de sigilo até convocação e testemunhas– foram apresentados 745, dos quais 480 foram aprovados e cinco rejeitados.  Os demais serão analisados nas próximas reuniões administrativas da comissão.

Segundo o presidente da CPI, a relação completa da agenda de atividades de agosto só deve sair na próxima semana. Ele adiantou que as reuniões no próximo semestre serão feitas às terças e quartas-feiras de agosto.

Vital do Rêgo afirmou que ele e o relator da comissão, o deputado Odair Cunha (PT-MG), ficarão durante o recesso parlamentar trabalhando sobre os dados de quebras de sigilos fiscais, telefônicos e bancários dos envolvidos e cruzando as informações dos depoimentos com as mais de 2.000 horas de gravação feita pela Polícia Federal por meio de interceptações telefônicas. "A riqueza desta CPI está na sala-cofre", resumiu o presidente em referência ao local onde os documentos da comissão estão guardados.

Os trabalhos da CPI se encerram em 4 de novembro, mas podem ser prorrogados  por mais seis meses.

 

Fonte: Folha de São Paulo