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Esposa confessou ter matado e esquartejado executivo da Yoki, diz a polícia

Em depoimento à polícia nesta quarta-feira, a técnica em enfermagem Elize Matsunaga, 38 anos, confessou ter agido sozinha, matado e esquartejado o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, 42, diretor-executivo da Yoki Alimentos. Segundo o delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Elize ainda está sendo ouvida.
 
O delegado informou que Marcos foi morto com um tiro na cabeça após uma discussão com a mulher: - Eles [o casal] tiveram uma discussão conjugal por conta de uma traição. Segundo ela, houve uma agressão por parte do marido, fato que que fez com que ela atirasse na vítima.
 
De acordo com a polícia, a arma usada no crime não é uma calibre 765 conforme havia sido informado na terça pelo próprio delegado e sim uma calibre 380, que pertencia ao empresário e foi apreendida para uma perícia posterior.
 
À polícia, Eliza disse que, após o disparo, arrastou o corpo do marido até um banheiro da casa e, posteriormente, esquartejou-o, utilizando facas que estavam na residência.  Ainda em depoimento, Elize diz ter colocado os pedaços do corpo em sacos plásticos azuis de lixo, guardando-os depois em três malas. Pedaços do corpo foram desovados em uma estrada de Cotia, na Grande São Paulo.
 
Elize diz que agiu sozinha. Detida desde segunda-feira à noite, ela deixou a cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, por volta das 9h10m. Segundo seu advogado, ela passou a noite deitada, chorando, e não quis se alimentar.  Com a confissão do crime, será pedirá a prorrogação da prisão temporária de Elize, que tem duração de cinco dias.
 
A babá da filha do casal, que foi dispensada no dia que o empresário provavelmente foi morto, também será ouvida ainda nesta quarta . À noite, a perícia voltará ao apartamento para tentar encontrar indícios de que o executivo foi assassinado no local.
 
O empresário Marcos Matsunaga foi enterrado na terça-feira. Não houve velório. No enterro, compareceram o pai, o irmão e alguns colegas. Abalada, a mãe não foi ao cemitério.
 
De acordo com o delegado do DHPP da Polícia Civil, Jorge Carrasco, o casal foi filmado por câmeras de segurança do prédio onde morava no início da noite de sábado, dia 19 de maio. Nas imagens, a vítima aparece na portaria para buscar uma pizza, e logo em seguida não há registro do circuito interno do condomínio. Elize foi vista no dia seguinte, domingo, no fim da manhã, deixando o apartamento com três malas de rodinhas. Ela retornaria ao local no fim da noite, sem as malas.Informações de O Globo