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Ex de morto achado carbonizado em carro no DF assume crime, diz polícia

Ela teria alegado interesse em ficar com seguro de vida e muitas brigas.Namorado dela também assumiu; preso, filho não confessou envolvimento.

 Raquel MoraisDo G1 DF
Carro carbonizado em Samambaia Norte, no DF, onde corpo foi encontrado em porta-malas  (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Carro carbonizado em Samambaia Norte, no DF, onde corpo foi encontrado em porta-malas(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

A ex-mulher do analista de empréstimo da Poupex achado morto carbonizado no porta-malas de um carro no Distrito Federal voltou a prestar depoimento nesta sexta-feira (5) e confessou, junto com o namorado, ter cometido o crime, segundo a Polícia Civil. Ela teria alegado interesse em ficar com o seguro de vida da vítima. Além disso, contou que havia muita briga entre eles.

O assassinato aconteceu no dia 13 de janeiro. O filho, a ex e o namorado da ex foram presosnesta quinta. O filho não confessou envolvimento com a morte de James de Castro Henriques, de 46 anos. O grupo vai ficar preso por 30 dias, renováveis por mais 30.

Desde o crime a polícia suspeitava que a família da vítima tivesse algum envolvimento com o assassinato. Segundo a corporação, a ex-mulher da vítima é usuária de cocaína e tem sete passagens por furto e estelionato. A polícia também informou que o namorado da ex-mulher tem passagem por roubo.

A Polícia Civil afirmou que a ex-mulher esperava receber R$ 400 mil com seguro de vida e previdência privada. De acordo com o delegado José Eduardo Galvão, ela estava presente na cena do homicídio. "A gente recebeu informação da operadora de telefonia de que na hora do crime o celular dela estava em Samambaia", afirmou.

O delegado diz que o filho do analista mandou mensagens pelo celular para o pai e o atraiu até Ceilândia, onde mora com a mãe. Ele teria sido morto ainda no local, colocado no porta-malas e só depois foi levado até Samambaia. A polícia ainda aguarda o laudo da perícia para ter mais detalhes de como ocorreu o crime.

"Uma testemunha afirmou que viu o namorado da ex-mulher dirigindo o carro da vitima no dia do crime", disse o delegado ao G1. O carro da vítima foi abandonado na QR 615, na última quarta-feira (13).

Morador de Águas Claras, o analista terminou o relacionamento com ela após uma briga que foi parar na delegacia, há cerca de cinco meses. “O casal chegou a ter uma discussão porque ele chegou bêbado em casa, xingou a mulher e acabou brigando com o filho. Então ele foi preso, pagou R$ 2 mil de fiança e foi solto”, disse Galvão.

“A mulher pediu afastamento dele. Não podia nem voltar para casa.” O homem teria se mudado de Ceilândia para Águas Claras após o episódio.

No dia seguinte ao crime, a Polícia Civil ouviu depoimentos da ex-mulher e do filho, da atual namorada e de amigos de Henriques. Ele tinha saído do trabalho, no Setor Militar Urbano, por volta das 14h de terça. Cerca de uma hora depois ele fez o último contato, por mensagem, com o filho. Segundo a polícia, não houve relato de qualquer situação de perigo.

Os celulares da ex-mulher, de 43 anos, e do filho, de 18 anos, tinham sido confiscados. O namorado da ex-mulher tem 28 anos.

A polícia também pediu acesso à movimentação das contas do ex-funcionário da Poupex. “Fizemos também o pedido para os bancos mandarem se foi feito algum saque na conta dele. Se não for feito, já poderíamos descartar que houve roubo com restrição.” Procurada, a Poupex não informou o valor do seguro de vida a que família teria direito.