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CUNHA PREVÊ CONCLUSÃO DO IMPEACHMENT DE DILMA ATÉ MARÇO

CUNHA DIZ QUE PAGAMENTO DAS PEDALADAS NÃO ALTERA O IMPEACHMENT

CUNHA DIZ QUE PAGAMENTO DE PEDALADAS NÃO MUDA NADA NO IMPEACHMENT. FOTO: WILSON DIAS/ABR

Para Cunha, o governo está incomodado com o processo "tanto é que está tentando pagar as pedaladas". "Sabe que errou", disse o peemedebista, durante café da manhã com jornalistas em seu gabinete.

O presidente da Câmara disse que o processo de impeachment deve recomeçar em fevereiro e que antes mesmo da publicação do acórdão (decisão), vai apresentar embargos de declaração para esclarecer dúvidas em relação ao rito do procedimento. Cunha argumentou haver jurisprudência suficiente para sustentar a apresentação de recursos antes da publicação do acórdão.

"Nós vamos embargar, apesar da ressalva feita pelo presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, de que não há uma pacificação", afirmou. Questionado se houve constrangimento pelo fato de Lewandowski ter aberto para jornalistas a audiência da semana passada, Cunha negou. "Nenhum constrangimento, ele me consultou antes", afirmou.

Cunha disse que o governo pode até conseguir os votos necessários para barrar o impeachment na Câmara, mas afirmou que isso não significará o fim da crise. "Governabilidade com um terço é difícil", disse, ressaltando que se a presidente conseguir se manter no cargo ainda terá mais três anos para tentar recompor a governabilidade. "Pode ter um terço (para barrar o impeachment), mas não significa que adquira governabilidade, vão ser três anos de governo capenga", afirmou.

Eleição

Para Cunha, o desgaste do governo, acentuado com o pedido de impeachment, terá consequências danosas nas eleições do ano que vem. "O governo não terá discurso para enfrentar eleições municipais. Nas capitais, vejo total dificuldade", disse. "Quem ficar atrelado ao governo pode perder as eleições", afirmou. Informações: Diáriodopoder.