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Justiça do DF condena 4 acusados por morte de promotor de eventos

Eles foram condenados por triplo homicídio qualificado; cabem recursos. Um quinto acusado pelo crime foi julgado e condenado em 2007 

G1 DF - O Tribunal do Júri de Brasília condenou nesta quinta-feira (8) quatro dos cinco acusados pela morte do promotor de eventos Ivan Rodrigo da Costa, o Neneco. Ele foi assassinado na saída de uma casa noturna na Asa Norte, em 2006. Cabem recursos das decisões.

O julgamento durou cerca de 30 horas. Os quatro foram condenados por homicídio triplamente qualificado – motivo fútil, por meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima – e devem cumprir a pena em regime inicial fechado. Eles têm o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Dois dos acusados, Fernando Marques Róbias e Francisco Edilson Rodrigues de Sousa Júnior, pegaram pena de 18 anos e seis meses de prisão. Edson de Almeida Teles Junior foi condenado a 19 anos e 9 meses. Alexandre Pedro do Nascimento recebeu condenação de de 18 anos e 9 meses. O quinto acusado, Thiago Martins de Castro, foi julgado em 2007 e condenado a 16 anos e 6 meses de prisão.

O crime aconteceu em 21 de agosto de 2006. Segundo a denúncia, Neneco sofreu profundas e múltiplas lesões na cabeça e no abdome após uma sequência de golpes aplicados pelos agressores. A vítima morreu nove dias depois, em 30 de agosto.....

De acordo com a denúncia, Neneco havia saído para comemorar o aniversário de um amigo. Na saída da festa, os dois notaram que o pneu do carro estava vazio. Enquanto trocavam a peça, um veículo se aproximou em alta velocidade, colocando em risco a vida dos dois, e parou perto deles. O amigo de Neneco bateu no vidro do carro dos agressores para alertar sobre o perigo. Os ocupantes do carro desceram e começaram a agredi-los.

Segundo o Ministério Público, os cinco denunciados são praticantes de capoeira ou profissionais de lutas, alguns deles são professores. Os agressores “impossibilitaram qualquer gesto defensivo da vítima, pessoa proporcionalmente franzina e não acostumada aos embates corporais.”