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Os desafios do novo secretário

O principal será, segundo Cristiano Araújo, o de promover o desenvolvimento econômico do Distrito Federal

Cristiano Araújo tem dito que sua gestão será voltada para o setor produtivo, contribuindo para o desenvolvimento do DF

Cristiano ressalta que já esteve em contato com a Fibra e a Fecomércio para tentar minimizar esse impacto no setor. “O nosso desafio é criar um pacote de incentivos que traga segurança jurídica e que dê competitividade ao DF para concorrer com outros estados para a captação de novas empresas. Com isso, a gente promove o desenvolvimento do Distrito Federal”, prevê.

Para isso, o secretário diz que está criando um pacote chamado Ideia, que vai oferecer incentivo ao empresário, sem trabalhar com a questão do ICMS. “Vamos conseguir recursos para os empresários, com maior mobilidade financeira, para maior fluxo de caixa, sem mexer na alíquota. Quando esse projeto estiver pronto, irá para a Câmara Legislativa do DF, para aprovação”, antecipa.

 Além disso, o secretário enumera outros fatores que podem contribuir com o desenvolvimento do DF, como projetos de médio e longo prazo, como o trem que vai ligar o trecho Brasília- Anápolis-Goiânia. “Isso vai contribuir para que Brasília se torne um hub de logística. O segundo é o aeroporto de cargas, que queremos construir próximo a Planaltina-DF. Quer dizer, não é um aeroporto, mas uma cidade aeroportuária”, remendou, explicando que lá será um polo de desembaraço de logística, de mercadorias, e de produtos para serem distribuídos não só para o Centro-Oeste, como para todo o Brasil”.

 De acordo com Cristiano Araújo, outro projeto importante será o trem de passageiros que liga Brasília a Luziânia (GO). “Este é um projeto muito importante”, enfatiza.

 Mas quando se fala na proposta de construção de um anel viário, que está previsto para ser feito ao redor de Brasília, Cristiano aponta seus benefícios. “Ele terá de atender as áreas dedesenvolvimento econômico (ADEs) e as transportadoras devem estar próximas a ele, para fazer as cidades crescerem com planejamento justo. Não se pode construir um anel viário e termos um setor de produção longe dele”, avalia o secretário, lembrando ainda o projeto do gasoduto.

PASTA ROBUSTA

Diante dos desafios que tem pela frente, o secretário diz que muitos são projetos de curto, médio e de longo prazo. “A Secretaria de Desenvolvimento Econômico é uma pasta muito robusta, onde os problemas que existem não são fáceis de resolver, mas são desafios que vou enfrentar”, diz com convicção.

Outra questão apontada pelo secretário, que ele tem como desafio, é quanto ao Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). “De 2008 a 2012, Brasília deixou de usar quase R$ 18 bilhões, dinheiro que poderia ter sido captado pelas empresas e usado para rodar na economia. Por que isso acontece? Primeiro porque em Brasília, a grande quantidade de empresas é voltada para o comércio e serviços e que o FCO só tinha habilitação para esses setores. Nós conseguimos tirar essa prática e há um valor separado para o setor de serviços e isso vai melhorar”, garante o secretário.

Paralelamente a isso, Cristiano Araújo diz que o setor de agricultura tem sido prejudicado porque as terras dos agricultores no DF são arrendadas ou são concessão e, por causa disso, são bloqueadas para obter recursos do FCO. “Isso a gente vai tratar com a Terracap”, diz o secretário que já iniciou um diálogo com a empresa a fim de estudar medidas que possam auxiliar os agricultores do DF. Diante disso, Cristiano explica que tem de fazer com que os recursos do FCO sejam aproveitados pelos empresários, pelo setor produtivo do DF.

Quanto as ADEs, o secretário destaca que muitas das áreas precisam de aprovação da Câmara Legislativa, e deverão ser contempladas pela LUOS, assim como o da cidade aeroportuária. “Nesse caso, o projeto é de longo prazo para implantação. Deve ser implantado nos próximos 15 anos”, prevê. Quando fala de projetos de curto prazo ele cita o programa Ideia. “Também estamos pegando empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD), que vai liberar, em janeiro de 2013, 70 milhões de dólares para aplicação na infraestrutura das áreas de desenvolvimento econômico, para atender a água, esgoto e energia, tanto das áreas que já existem, assim como das novas que estão sendo implantadas”.

Cristiano Araújo é empresário e vê todos esses aspectos para o setor produtivo como positivo. “Nesse setor as coisas têm de acontecer de maneira rápida, eficiente e que as ações tenham começo, meio e fim. A minha gestão vai ser muito voltada para o setor produtivo. Quero caminhar paralelamente com eles para contribuir com o desenvolvimento econômico do Distrito Federal”, garante.

Quero caminhar paralelamente com eles para contribuir com o desenvolvimento econômico do Distrito Federal”, garante.