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Procuradoria denuncia Ciro Nogueira e mais 20 do PP ao Supremo

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O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que tem documentos que comprovam que R$ 62 milhões foram repassados ao Partido Progressista (PP) por meio de empreiteiras que participavam do cartel que se formou para atuar na Petrobras. Pelo menos 18 deputados e três senadores do PP são alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Dentre eles o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira.

De acordo com o procurador Janot, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o PP receberam R$ 357,9 milhões em propina de da estatal no período de 2006 a 2014. Isso consta na denúncia apresentada pela Procuradoria ao STF alegando os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no esquema de corrupção da Petrobras.

A Procuradoria apontou a cúpula do PP como sendo a sustentação política para manter Paulo Roberto Costa na direção de Abastecimento da Petrobras em troca de vantagens ilícitas. Na denúncia, Rodrigo Janot sustenta que o PP recebeu R$ 62 milhões repassados a partir de contratos ilícitos das construtoras com o doleiro Alberto Youssef, que administrava o caixa de propinas, de acordo com o procurador.

Segundo a denúncia, a diretoria de Abastecimento servia para abastecer os repasses ao PP, que eram operados por Alberto Youssef, e, que depois passou a atender também o PMDB. Em delação premiada o doleiro citou parlamentares que foram buscar o dinheiro pessoalmente no escritório de Youssef.

Na ação, a Procuradoria está pedindo ao STF o ressarcimento de R$ 357 milhões e outra parcela do mesmo valor pelos danos causados devido ao crime cometido.

A bancada do PP tem 40 deputados federais, dos quais 18 são investigados no inquérito da Procuradoria. No Senado são cinco senadores, dos quais três são alvos do inquérito. A apuração envolve o senador Ciro Nogueira, o líder do PP na Câmara, Waldir Maranhão, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Arthur Lira e o líder na Casa, Eduardo da Fonte, e Nelson Meurer.

O PP, em nota, afirmou que “não admite a prática de atos ilícitos e confia na Justiça para que os fatos sejam esclarecidos. A matéria foi feita com informações da Folha de São Paulo.