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Saúde Para Todos começa cirurgias de amígdalas

Mutirão vai atender mais de 16 mil pessoas. GovernadorAgnelo Queiroz participou de procedimento que tirou da fila de espera pacienteque aguardava atendimento há cinco anos

 O mutirãodo programa Saúde Para Todos, entrou hoje em mais uma fase, com o início dascirurgias de otorrinolaringologia, para retirada das amígdalas de 25 crianças,no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). O governador Agnelo Queiroz,que é médico, realizou terça-feira (4) uma das cirurgias agendadas para oHospital Regional de Ceilândia (HRC). Ao todo, o mutirão vai atender mais de 16mil pacientes da rede pública de saúde do Distrito Federal.

"Háinúmeros casos em que pacientes em situação não muito grave passam anos na filada cirurgia. Isso pode resultar em crise aguda ou outra complicação. Nós iremosacabar com essa espera", destacou Agnelo Queiroz.

Sãohistórias como a da aposentada Raimunda de Sousa Marques, de 50 anos, que desde2007 estava na fila da cirurgia. Em 2011 ela chegou a ser chamada, mas osexames haviam vencido. Agora, um ano depois, ela finalmente conseguiu se livrardas pedras na vesícula. "Essa operação representa uma grande melhora naminha vida", comemorou.

Assimque se recuperar, ela promete aproveitar mais os momentos com o marido, os trêsfilhos e o neto. Ela quer também voltar a trabalhar. "Eu era doméstica,mas, devido a esse problema de saúde, meu marido não quis que eu continuassetrabalhando", explicou.

"Apaciente estava há cinco anos esperando pela retirada da vesícula. Ela sentiamuitas dores abdominais e agora está bem", avaliou Agnelo Queiroz, ao sairdo centro cirúrgico.

Outrapaciente, Dayane Cristine Rodrigues da Silva, de 16 anos, passou pela cirurgiade hérnia umbilical. Cada operação durou cerca de uma hora. A expectativa é deque a recuperação das duas seja rápida e, em 24 horas, elas estejam em casa. Aequipe que realizou o atendimento nesta terça-feira era composta por trêsmédicos – incluindo o governador –, um instrumentador, um técnico de enfermagemcirculante e um anestesista.

Mutirão – O programa Saúde Pará Todos vaibeneficiar 16.632 pacientes. Um dos cirurgiões que participaram dosprocedimentos no Hospital de Ceilândia, o médico Baelon Pereira Alves,ressaltou a relevância desse mutirão. "É muito importante o uso dacapacidade instalada na rede no período noturno."

Oesforço concentrado não vai alterar o fluxo de atendimento normal doshospitais, que, de segunda a sexta-feira, ocorrerá em horários alternativos:entre 18h e 22h, para as consultas e entre 19h e 1h nos centros cirúrgicos. Aossábados e domingos, será o dia todo.

Omutirão começou sábado (1º), com 100 cirurgias de catarata realizadas no Hospitalde Base. As operações seguem até junho de 2013, com o objetivo de zerar a filade espera na maior parte das oito especialidades atendidas. "Depois disso,vamos avaliar se precisaremos dar continuidade ao mutirão. Acredito que nãohaverá necessidade, porque o sistema público vai realizar todos osprocedimentos, de acordo com a demanda", acrescentou o governador AgneloQueiroz.

Cercade 2 mil profissionais estarão mobilizados na ação. Ela será realizada em todaa rede pública, que conta com 12 centros cirúrgicos e 48 salas de cirurgiainstaladas nos 11 hospitais regionais e no Hospital de Base. Com a criação dosnovos turnos de trabalho, haverá um aumento real de 90% na oferta de salas decirurgia.

Nomutirão, serão investidos R$ 7,4 milhões do Governo Federal e R$ 26,4 milhõesdo GDF, até junho de 2013, com 16.632 cirurgias, em oito especialidades:odontologia (164 pacientes); urologia (408); vascular (2 mil);otorrinolaringologia (760); cirurgia geral (7.920); ortopedia (2.180);ginecologia (1,2 mil); oftalmologia (2 mil).