27jul/120

Segurança Pública no DF tem resultado positivo comparado com outras capitais do país

O estudo avaliou a mudança na rotina dos brasileiros diante do índice de criminalidade nas 27 capitais brasileiras

Agência Brasilia - O Ministério da Justiça divulgou os dados preliminares da pesquisa realizada pelo Datafolha Instituto de Pesquisas que abrangeu diversos aspectos da sensação de segurança da população das capitais. O estudo avaliou a mudança na rotina dos brasileiros diante do índice de criminalidade nas 27 capitais brasileiras. Diante do levantamento, Brasília aparece em 21° lugar no número de entrevistados que evitam sair à noite ou chegar em casa muito tarde por conta da violência e em 18° lugar no número de entrevistados que deixam de frequentar algum local da cidade por medo da criminalidade.

A pesquisa, apesar de não estar concluída, mostra que Brasília tem um resultado positivo em comparação às outras capitais.  Para o secretário Estado de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, o Programa de Segurança Pública do Governo do Distrito Federal (GDF) Ação pela Vida - Integração e Cidadania, lançado dia 20 de abril pelo governador Agnelo Queiroz, tem surtido efeitos significativamente positivos. “Na análise geral, todas as Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs) apresentaram redução nos registros de homicídio, tentativa de homicídio, roubo com restrição da liberdade, em comércio, de veículo e a transeunte”, pontua Avelar.

Por exemplo, os dados criminais de julho, em relação ao mês anterior, sofreram redução de 3% em todo o DF, sinal de que mês a mês esse índice vem caindo, conforme é o objetivo da Secretaria. Somente na AISP Metropolitana, a queda chegou a 5%. Os crimes contra o patrimônio caíram nas quatro AISP (Metropolitana, Leste, Sul e Oeste). Os roubos com restrição de liberdade apresentaram queda (16%) e também os roubos de veículos (10%).

A pesquisa também revelou que 24,3% dos entrevistados do DF evitam usar transporte coletivo por medo da violência, ficando atrás de cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Belém e Goiânia. Chamaram a atenção os índices de pessoas que evitam sair de casa portando dinheiro e objetos de valor (79,8%), que evitam usar caixas eletrônicos (50,5%) e evitam frequentar locais onde haja consumo de bebidas alcoólicas (59%).

Para diminuir o índice de criminalidade, algumas ações estão em andamento pelas forças de segurança pública do DF. A Polícia Militar tem deflagrado semanalmente as operações Cavalo de Aço (patrulhamento feito por policiais militares em motocicletas e com o apoio de helicóptero) e a Comando Especial, que adota os batalhões especializados para dar suporte ao policiamento ostensivo em todo o DF. Ambas têm como foco a prisão de quadrilhas envolvidas em tráfico de drogas e roubo de veículos. Já a Polícia Civil tem intensificado o cumprimento de mandados de prisão e a investigação de quadrilhas que atuam no DF. O Detran tem prosseguido com a Operação Funil (iniciativa que em parceria com outros órgãos de segurança tem coibido a violência no trânsito). O Corpo de Bombeiros tem atuado em sintonia com as outras forças de segurança para reduzir o tempo de resposta no atendimento aos cidadãos.

“O Programa Ação pela Vida permite mapear em cada Região Administrativa as manchas criminais de cada cidade e, assim, intensificar o policiamento. Tudo de forma integrada entre as forças” destaca o secretário Sandro Avelar.

A apreensão de drogas teve um aumento de 14,2% no último trimestre, ao passo que a apreensão de armas teve um aumento de 40% nesse mesmo período. No total, foram retiradas de circulação 522 armas no mês de junho, 254 a mais que o total recolhido no mês anterior.

Programa Ação pela Vida

O Ação pela Vida tem a missão de consolidar a integração operacional entre os órgãos do sistema de segurança pública – Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e Departamento de Trânsito do Distrito Federal (DETRAN/DF) – e harmonizar as atuações com a comunidade de cada cidade do DF.

A atuação integrada das forças de segurança tem como suporte dados estatísticos criminais e o uso de tecnologias de informação, como o Sistema Polaris, da PCDF, que acompanha o registro de ocorrências policiais em todo o DF em tempo real. As ações em cada uma das quatro AISPs são coordenadas por um colegiado formado por um comandante regional da PMDF e um do CBMDF, um delegado regional da PCDF e um diretor regional do DETRAN/DF.

As metas específicas para os órgãos de segurança pública reduzirem os índices de criminalidade serão estabelecidas de acordo com a realidade de cada Região Administrativa.