2jun/120

Venceu a tradição: UniCeub/BRB é tricampeão do NBB

 

Depois de uma final em que o UniCeub/BRB comandou o tempo inteiro, venceu a tradição, venceu a experiência. Os brasilienses venceram o São José por 78 a 62 e sagraram-se tricampeões do Novo Basquete Brasil (NBB). A favor dos candangos pesaram a experiência, que não permitiu o nervosismo na decisão, e a categoria da dupla Alex e Giovannoni, que conduziram a equipe à vitória.

Com o resultado, O UniCeub/BRB não apenas conquista o título de melhor time do país como entra para a história do basquete nacional. Apenas duas equipes conseguiram um tri nacional da modalidade: Franca e Monte Líbano, nos anos 1970 e 1980.

Logo no primeiro quarto, o UniCeub/BRB teve início arrasador, abrindo 10 x 0 sobre o São José. Nitidamente, a equipe candanga jogou com base na experiência e não sentiu o peso da decisão. Os primeiros pontos do São José só saíram a cinco minutos e quinze segundos do fim do quarto, com Jéferson. O nervosismo dos paulistas era nítido em erros bobos, como em três bandejas simples e inexplicáveis saídas de quadra.

A dois minutos e meio do fim do quarto, o UniCeub/BRB ainda dominava as ações e vencia por 16 x 5. O período acabou amplamente controlado pelos candangos, apesar de os atletas da capital também começarem a errar demais no fim do quarto.

No segundo quarto, o São José voltou muito melhor. O nervosismo do primeiro quarto desapareceu e os paulistas se encontraram no jogo. Do lado candango, a montanha-russa comum às decisões. O time alternou bons momentos com Guilherme Giovannoni e alguns bem ruins com Lucas Tischer que esteve muito mal neste segundo quarto.

Na metade do quarto, porém, a quatro minutos e meio do fim, o São José voltou a errar e o UniCeub/BRB abriu de novo oito pontos. O treinador dos paulistas, Régis Marrelli, foi obrigado a pedir tempo e deu a senha: "A defesa melhorou, mas precisamos jogar sem nervosismo". No fim, a diferença caiu de oito para quatro pontos, mas o UniCeub/BRB seguiu na frente: 33 x 29.

No terceiro quarto, o equilíbrio do primeiro tempo deu a impressão de que continuaria. Os dois times erravam no ataque, mas tentavam compensar com uma defesa forte. Resultado: excesso de faltas. Na segunda metade, no entanto, o UniCeub/BRB controlou melhor a partida e não deixou o São José encostar demais. Enquanto o trio Giovannoni, Alex e Nezinho comandava os candangos, Fulvio e Murillo, do lado do São José, não conseguiam engrenar uma sequência de boas jogadas.

A dois minutos e meio do fim, o técnico do São José, Régis Marelli, teve de pedir tempo e esbravejou com seus comandados. Não adiantou muito. Os paulistas continuavam a errar ataques simples e apelavam para as faltas no contra-ataque. Do lado brasiliense, José Carlos Vidal pedia calma e foi claro no recado: "Só vamos na boa. Não arrisquem".

O último período foi de administração. Enquanto ficava claro que o São José não teria chances de reação, as duas torcidas reagiam de forma diferente. Os paulistas demonstravam desespero nas arquibancadas e os candangos, a três minutos do fim, já arriscavam o canto de "tricampeão". A um minuto, o jogo já havia terminado. Nezinho era maestro da torcida e os paulistas choravam.

Fonte: Correio Braziliense